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Disposta em anfiteatro nas
colinas que circundam o porto, Ancona surge na enseada formada pelo Monte
Conero a oeste. O porto é o maior da costa do Mar Adriático. A cidade é hoje
formada por duas partes bem distintas: o antigo centro histórico e
monumental, com suas ruas medievais sobre a colina Guasco em cujo cume
surgia a acrópoles grega, enquanto hoje aí se encontra a catedral românica
de S. Ciriaco, e uma parte moderna de ruas retilíneas que se formou a partir
do século XVIII. Da cidade romana, cujos limites não são claramente
identificáveis, restam as ruínas do anfiteatro e o arco de Trajano, obra
romana com quatro colunas de ordem coríntia, que surge nas encostas do Monte
Guasco.
As origens da cidade são pré-históricas com assentamentos da idade do bronze
e são significativos os testemunhos da civilização da idade do Ferro (séc.
IX-II a.C.). O topónimo grego Ankon (Cotovelo) se deve aos primeiros
navegantes de língua grega que frequentavam o porto natural nas encostas da
colina Guasco. Remonta ao século IV a fundação da cidade pelos Siracusanos
de origem dórica que construíram as muralhas de blocos de arenito e os
monumentos. Aliada dos Romanos na Batalha de Sentino (295 a.C.) contra os
Sanniti, Etruscos e Gauleses, após esta data entra na órbita de Roma,
conservando porém o seu caráter grego. No séc. II o imperador Trajano
potencializa o porto vistas as suas "campanhas contra a Dácia", e em sua
honra foi construído no cais o Arco atribuído a Apollodoro de Damasco (115
d.C.). Destruída pelos Sarracenos em 839, reorganizou-se por volta do século
XI de forma livre, desenvolvendo o comércio marítimo com o Oriente e
entrando em competição com Veneza.
Do século XIV ao XVIII d.C. passou por um período próspero e luminoso da sua
história, enriquecendo o tecido urbano com monumentos e dobrando a extensão
da sua muralha. Cidade do Estado Pontifício, após um período de declínio
ressurge com a instituição do porto franco (1732) pelo Papa Clemente XII.
Após a Batalha de Castelfidardo em 1860 entra para o Reino da Itália. Foi só
depois da Unidade da Itália que surgiram os bairros ocidentais nos arredores
da estação e os orientais nas proximidades da Praça Cavour. Após a Primeira
Guerra Mundial, a cidade se expandiu até Passetto e depois da Segunda Guerra
começou a se alargar ao sul do promontório de Astagno, na planície de
S.Lazzaro à sudeste.
O centro histórico oferece um rico património monumental e cultural: o
Teatro das Musas, a Igreja do Santíssimo Sacramento, a Praça Plebiscito, o
Museu Arqueológico Nacional da Região Marche, a Pinacoteca Cívica, a
Catedral de São Ciriaco com anexo o Museu Diocesano. Numerosos são os
palácios históricos da cidade. Alguns exemplos: o Palácio Ferretti
construído em 1560 com pórticos internos de 1700; o Palácio dos Anciãos,
construído em 1270 e renovado em 1647, conta com uma importante fachada
barroca do século XVI; o Palácio Bosdari, comprado pelos Bosdari em 1550, é
a sede da Galeria de Arte Moderna; o Pórtico dos Mercantes, restaurado em
1444, tem a fachada em estilo gótico florido veneziano; o Palácio do Senado,
construído na metade do século XII, sofreu graves danos durante a Grande
Guerra e foi restaurado em 1952; o Palácio do Governo já existia no ano
1300, conta com uma sala decorada por Merlozzo de Forlì. Também importantes
são os museus da cidade, como o Museu Beltrami (Filottrano), situado num
palácio do século XIX, expõe diversos objetos: escudos, lanças, cachimbos,
peles, totem. Há também o Museu do Acordeão (Castelfidardo) com mais de 100
acordeões provenientes do mundo todo.
O centro da cidade, onde se dedicar às compras, inclui Corso Mazzini, Corso
Garibaldi, Praça Roma e Praça Cavour. O Passetto é a zona balnear da
cidade e oferece uma panorama incrível. No Porto podem-se ver as antigas
muralhas e portas, o Arco de Trajano, o Arco de Clementino, o Molhe
Vanvitelliano ou Lazzaretto. O parque municipal da Cittadella, no cume da
colina Astagno, conserva parte das muralhas da antiga fortaleza. A cozinha
da capital oferece boa parte da gastronomia da Região Marche. Sobressaem os
pratos "de mar": linguado frito, grelhado ou em molho de vinho branco,
camarões e lulas fritas, dentões, robalos cozidos ou grelhados. Bacalhau à
moda de Ancona, zagaia-castanheta e mariscos empanados, sopa de balleri
(mexilhão-tâmara), lulas no molho, sardinhas, polvo cozido no molho e o
famoso brodetto.
Pratos da gastronomia com produtos "da terra" são os vincisgrassi, a
dobrada, a sopa com gordura, a porchetta, o cordeiro, coelho ou frango "in
potacchio". Entre os doces, as beccute (pequenas forminhas de pão doce à
base de farinha de milho, pinhões e uva passa) e o ciambellone. O Monte
Conero e os Castelli di Jesi são as duas regiões de vinhos DOC mais próximas
a Ancona: Verdicchio, Vernaccia, Vinsanto, Tinto e Branco Piceno, Tinto do
Conero. Las cerâmicas aos tecidos, dos cachimbos aos chapéus, a região
Marche protege com um certo ciúme as nobres tradições artesanais que
oferecem objetos de vime, acordeões, objetos de cobre e ferro batido.
Ancona conta com 20 km de costa diversificada. A praia da cidade, o
Passetto, com suas grutas típicas e com os serviços balneários oferecidos,
caracteriza-se pela sua rocha branca e pela atmosfera típica de Ancona. Indo
em direção ao sul, ao longo da estrada panorâmica do Conero, encontram-se as
praias de Trave, faixa que corta as águas límpidas, e de Mezzavalle, um arco
de litoral rochoso branco. Nas encontras do Monte Conero encontra-se a
maravilhosa baia de Portonovo. Na parte sul da cidade, zona de Palombina
Nuova, também há uma praia. |
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Saída de autocarro do porto
de Ancona e após um percurso de aproximadamente uma hora chegada à
cidadezinha de Genga, onde iniciámos a visita às grutas. Descobertas em
1948, e mais precisamente no dia 28 de junho por Mario Marchetti, PaoloBeer
e Carlo Pegorari, as grutas foram abertas ao público pela primeira vez em
1974; desde então, numerosos turistas continuam a visitar estes lugares
encantadores onde podem apreciar a beleza, o esplendor e a imponência da
natureza. A beleza espetacular das grutas deriva da grande quantidade de
formações de estalagmites e estalactites e ao enorme número de salas. Esta
visita seguiu o percurso mais famoso, atravessando o "Abismo Ancona", a
primeira parte da gruta que foi vista pelos descobridores e batizada com o
mesmo nome da cidade, o "Lago cristalizado", o "Castelo das fadas", cujo
nome deriva de seu aspecto "em pináculos". Ao longo do percurso,
atravessámos muitos ambientes sugestivos, tais como os "Tubos de órgão", a
"Sala das Velas", a "Sala da Ursa" e o "Grand Canyon". |
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