25/10/2009

                 
                           
     

ANCONA

                 
     

Disposta em anfiteatro nas colinas que circundam o porto, Ancona surge na enseada formada pelo Monte Conero a oeste. O porto é o maior da costa do Mar Adriático. A cidade é hoje formada por duas partes bem distintas: o antigo centro histórico e monumental, com suas ruas medievais sobre a colina Guasco em cujo cume surgia a acrópoles grega, enquanto hoje aí se encontra a catedral românica de S. Ciriaco, e uma parte moderna de ruas retilíneas que se formou a partir do século XVIII. Da cidade romana, cujos limites não são claramente identificáveis, restam as ruínas do anfiteatro e o arco de Trajano, obra romana com quatro colunas de ordem coríntia, que surge nas encostas do Monte Guasco.
As origens da cidade são pré-históricas com assentamentos da idade do bronze e são significativos os testemunhos da civilização da idade do Ferro (séc. IX-II a.C.). O topónimo grego Ankon (Cotovelo) se deve aos primeiros navegantes de língua grega que frequentavam o porto natural nas encostas da colina Guasco. Remonta ao século IV a fundação da cidade pelos Siracusanos de origem dórica que construíram as muralhas de blocos de arenito e os monumentos. Aliada dos Romanos na Batalha de Sentino (295 a.C.) contra os Sanniti, Etruscos e Gauleses, após esta data entra na órbita de Roma, conservando porém o seu caráter grego. No séc. II o imperador Trajano potencializa o porto vistas as suas "campanhas contra a Dácia", e em sua honra foi construído no cais o Arco atribuído a Apollodoro de Damasco (115 d.C.). Destruída pelos Sarracenos em 839, reorganizou-se por volta do século XI de forma livre, desenvolvendo o comércio marítimo com o Oriente e entrando em competição com Veneza.
Do século XIV ao XVIII d.C. passou por um período próspero e luminoso da sua história, enriquecendo o tecido urbano com monumentos e dobrando a extensão da sua muralha. Cidade do Estado Pontifício, após um período de declínio ressurge com a instituição do porto franco (1732) pelo Papa Clemente XII. Após a Batalha de Castelfidardo em 1860 entra para o Reino da Itália. Foi só depois da Unidade da Itália que surgiram os bairros ocidentais nos arredores da estação e os orientais nas proximidades da Praça Cavour. Após a Primeira Guerra Mundial, a cidade se expandiu até Passetto e depois da Segunda Guerra começou a se alargar ao sul do promontório de Astagno, na planície de S.Lazzaro à sudeste.
O centro histórico oferece um rico património monumental e cultural: o Teatro das Musas, a Igreja do Santíssimo Sacramento, a Praça Plebiscito, o Museu Arqueológico Nacional da Região Marche, a Pinacoteca Cívica, a Catedral de São Ciriaco com anexo o Museu Diocesano. Numerosos são os palácios históricos da cidade. Alguns exemplos: o Palácio Ferretti construído em 1560 com pórticos internos de 1700; o Palácio dos Anciãos, construído em 1270 e renovado em 1647, conta com uma importante fachada barroca do século XVI; o Palácio Bosdari, comprado pelos Bosdari em 1550, é a sede da Galeria de Arte Moderna; o Pórtico dos Mercantes, restaurado em 1444, tem a fachada em estilo gótico florido veneziano; o Palácio do Senado, construído na metade do século XII, sofreu graves danos durante a Grande Guerra e foi restaurado em 1952; o Palácio do Governo já existia no ano 1300, conta com uma sala decorada por Merlozzo de Forlì. Também importantes são os museus da cidade, como o Museu Beltrami (Filottrano), situado num palácio do século XIX, expõe diversos objetos: escudos, lanças, cachimbos, peles, totem. Há também o Museu do Acordeão (Castelfidardo) com mais de 100 acordeões provenientes do mundo todo.
O centro da cidade, onde se dedicar às compras, inclui Corso Mazzini, Corso Garibaldi, Praça Roma e Praça Cavour. O Passetto é a zona  balnear da cidade e oferece uma panorama incrível. No Porto podem-se ver as antigas muralhas e portas, o Arco de Trajano, o Arco de Clementino, o Molhe Vanvitelliano ou Lazzaretto. O parque municipal da Cittadella, no cume da colina Astagno, conserva parte das muralhas da antiga fortaleza. A cozinha da capital oferece boa parte da gastronomia da Região Marche. Sobressaem os pratos "de mar": linguado frito, grelhado ou em molho de vinho branco, camarões e lulas fritas, dentões, robalos cozidos ou grelhados. Bacalhau à moda de Ancona, zagaia-castanheta e mariscos empanados, sopa de balleri (mexilhão-tâmara), lulas no molho, sardinhas, polvo cozido no molho e o famoso brodetto.
Pratos da gastronomia com produtos "da terra" são os vincisgrassi, a dobrada, a sopa com gordura, a porchetta, o cordeiro, coelho ou frango "in potacchio". Entre os doces, as beccute (pequenas forminhas de pão doce à base de farinha de milho, pinhões e uva passa) e o ciambellone. O Monte Conero e os Castelli di Jesi são as duas regiões de vinhos DOC mais próximas a Ancona: Verdicchio, Vernaccia, Vinsanto, Tinto e Branco Piceno, Tinto do Conero. Las cerâmicas aos tecidos, dos cachimbos aos chapéus, a região Marche protege com um certo ciúme as nobres tradições artesanais que oferecem objetos de vime, acordeões, objetos de cobre e ferro batido.
Ancona conta com 20 km de costa diversificada. A praia da cidade, o Passetto, com suas grutas típicas e com os serviços balneários oferecidos, caracteriza-se pela sua rocha branca e pela atmosfera típica de Ancona. Indo em direção ao sul, ao longo da estrada panorâmica do Conero, encontram-se as praias de Trave, faixa que corta as águas límpidas, e de Mezzavalle, um arco de litoral rochoso branco. Nas encontras do Monte Conero encontra-se a maravilhosa baia de Portonovo. Na parte sul da cidade, zona de Palombina Nuova, também há uma praia.

 
         
     

EXCURSÃO

                 
     

Saída de autocarro do porto de Ancona e após um percurso de aproximadamente uma hora chegada à cidadezinha de Genga, onde iniciámos a visita às grutas. Descobertas em 1948, e mais precisamente no dia 28 de junho por Mario Marchetti, PaoloBeer e Carlo Pegorari, as grutas foram abertas ao público pela primeira vez em 1974; desde então, numerosos turistas continuam a visitar estes lugares encantadores onde podem apreciar a beleza, o esplendor e a imponência da natureza. A beleza espetacular das grutas deriva da grande quantidade de formações de estalagmites e estalactites e ao enorme número de salas. Esta visita seguiu o percurso mais famoso, atravessando o "Abismo Ancona", a primeira parte da gruta que foi vista pelos descobridores e batizada com o mesmo nome da cidade, o "Lago cristalizado", o "Castelo das fadas", cujo nome deriva de seu aspecto "em pináculos". Ao longo do percurso, atravessámos muitos ambientes sugestivos, tais como os "Tubos de órgão", a "Sala das Velas", a "Sala da Ursa" e o "Grand Canyon".

 
         
     

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Chegada

Imagens do Navio

 
     

 
           
     

Vista Panorâmica

Ancona to Genga by BUS

 
     

 
           
     

Genga

Genga

 
     

 
           
     

Genga to Ancona by BUS

Partida

 
     

 
     

Partida

   
     

   
                           
                           
       

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